Os gases fazem parte do funcionamento normal do nosso sistema digestivo. No entanto, quando começam a aparecer em excesso, causam desconforto, constrangimento e até atrapalham a rotina. Recebo muitos pacientes que relatam estufamento constante, arrotos frequentes ou flatulência que impacta a vida social e profissional.
Entender por que os gases aparecem em excesso é fundamental para aliviar os sintomas e recuperar a confiança no próprio corpo.
Gases: o que é normal e o que merece atenção
Produzir gases é totalmente normal. Em média, uma pessoa elimina gases cerca de 10 a 20 vezes ao dia. O problema começa quando a produção se torna excessiva, vem acompanhada de dor ou interfere na qualidade de vida.
Flatulência, arrotos e estufamento
Os gases podem se manifestar como flatulência (eliminação de gases pelo reto), arrotos ou sensação de estufamento. Cada um desses sinais pode indicar um ponto diferente do sistema digestivo envolvido.
Sintomas que incomodam o dia a dia
Além do desconforto físico, os gases em excesso podem gerar insegurança, evitar encontros sociais, limitar escolhas alimentares e afetar a autoestima. Entender a origem é o primeiro passo para tratar.
Falar com uma especialistaCausas digestivas mais comuns
Diversos fatores podem aumentar a produção de gases, e cada caso deve ser analisado individualmente.
Alimentação e intolerâncias
Alimentos ricos em fibras, leguminosas (feijão, lentilha), vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor), refrigerantes e adoçantes artificiais podem favorecer a formação de gases.
Intolerâncias alimentares, como à lactose ou frutose, são causas muito comuns e costumam ser identificadas pela repetição dos sintomas após certos alimentos.
Alterações na digestão e microbiota intestinal
Quando a digestão não ocorre de forma completa, mais resíduos chegam ao intestino grosso, onde são fermentados pelas bactérias, gerando gases.
Além disso, o desequilíbrio da microbiota intestinal (disbiose) pode aumentar a produção de gases, alterar o trânsito intestinal e gerar estufamento constante.
Como é feita a investigação clínica?
Durante a consulta, procuro entender todos os detalhes: rotina alimentar, sintomas associados, uso de medicamentos, histórico de intolerâncias e hábitos de vida.
Quando os gases não melhoram com mudanças de hábitos
Quando ajustes na alimentação e mudanças no estilo de vida não são suficientes, é necessário investigar causas funcionais ou estruturais que possam estar por trás do excesso de gases.
Agende sua consulta com a especialista em gastroenterologiaAbordagem médica em casos persistentes
Nos casos persistentes, além da avaliação clínica, posso indicar exames complementares para investigar melhor.
Avaliação funcional e exames complementares
Exames como teste respiratório para intolerância alimentar, avaliação de microbiota, colonoscopia e estudos de motilidade podem ajudar a entender se há distúrbios digestivos funcionais ou outras condições que favoreçam a formação de gases.
Gases também podem estar relacionados ao estresse ou à ansiedade?
Muitos pacientes se surpreendem quando falo que o emocional tem forte impacto no sistema digestivo. O intestino é conhecido como “segundo cérebro” por causa da grande rede de nervos que o conecta diretamente ao cérebro.
Quando o emocional influencia o sistema digestivo
Em momentos de estresse ou ansiedade, pode haver alterações na motilidade intestinal, aumento da sensibilidade e alteração na microbiota. Isso facilita a formação de gases, aumenta a percepção de estufamento e piora os sintomas, mesmo sem alterações estruturais.
Atendimento presencial em consultório localizado no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo.