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Arrotar é uma queixa relativamente comum no consultório do Gastroenterologista, sendo na maioria das vezes, acompanhada de vergonha/receio por parte do paciente em discutir o assunto com o médico assistente. Apesar de inicialmente parecer um simples incômodo, arrotar demais pode indicar alterações digestivas importantes e precisa ser avaliado com cuidado.

Geralmente, é considerado normal ou fisiológico arrotar até no máximo 3 a 4 vezes/ após as refeições principais, totalizando no máximo 30 episódios ao dia. Considera-se preocupante ou patológico quando o arroto interfere com as atividades e a qualidade de vida do paciente e/ou atinge a frequência de até 20 episódios/min e/ou em mais de 3 dias na semana.

Por que arrotamos?

Arrotos ou eructação na linguagem médica é na maioria das vezes, um reflexo natural do corpo para eliminar o excesso de ar engolido durante a alimentação e/ou fala ou ansiedade, de forma a manter o volume e a pressão do estômago dentro da normalidade.

Principais causas

  • Engolir Ar (Aerofagia)
  • Doença do Refluxo Gastroesofágico
  • Gastrite e Infecção pelo H. Pylori
  • Síndrome de Ruminação
  • Intolerâncias Alimentares
  • Causas Psicogênicas como Ansiedade, Nervosismo

A aerofagia é a principal causas de arrotos excessivos e pode ocorrer quando comemos rápido, engolimos porções grandes, falamos muito durante as refeições, mascamos chicletes, chupamos bala, fumamos, ingerimos bebidas gasosas e/ou fermentadas, usamos prótese dentária frouxa ou mal ajustada, ou ainda em períodos de grande ansiedade/nervosismo, mesmo fora das refeições.

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Abordagem inicial

A maioria dos pacientes relata que os arrotos surgem em situações específicas, como após refeições, durante conversas ou até em momentos de ansiedade. Entender o motivo desses episódios é essencial para tratar a causa.

Se a frequência de seus arrotos é limitada a 3 a 4/h após refeições principais, corrigir os hábitos inadequados mencionados acima deve ser suficiente para resolver o seu problema

Apenas paciente com arrotos persistentes após a adoção das medidas higienodietéticas supracitadas ou com características e/ou sintomas/sinais de alarme (idade avançada, emagrecimento, anemia, presença de outros sintomas associados ou contagem superior a 20 episódios/min)), devem procurar o seu gastroenterologista e prosseguir uma investigação criteriosa que pode incluir endoscopia digestiva alta, pesquisa de H. Pylori, pHmetria de 24h, impedânciopHmetria de 24hs e teste de esvaziamento gástrico para citar os principais.

Perguntas Frequentes

Não. Arrotar faz parte do funcionamento normal do organismo. Em geral, considero fisiológico arrotar até 3 a 4 vezes após as refeições principais, somando algo em torno de 30 episódios ao dia. Esse comportamento isolado, principalmente quando surge após comer ou beber, costuma ser apenas uma forma do corpo eliminar o excesso de ar. O alerta acende quando a frequência é muito maior ou quando os arrotos começam a interferir na rotina e na qualidade de vida.

Os arrotos se tornam preocupantes quando:

  • Atrapalham as atividades do dia a dia;
  • Chamam atenção em situações sociais;
  • Atingem frequência muito alta (por exemplo, até 20 episódios por minuto);
  • Acontecem em mais de 3 dias na semana.

Nesses cenários, vale investigar com mais cuidado, porque podem estar associados a alterações digestivas ou comportamentais relevantes.

Na maior parte das vezes, o arroto (ou eructação) é um reflexo natural do corpo para eliminar o excesso de ar que foi engolido durante a alimentação, fala ou momentos de ansiedade. Esse mecanismo ajuda a manter o volume e a pressão do estômago dentro de uma faixa adequada. Porém, quando esse processo se torna exagerado, pode estar ligado a hábitos, doenças digestivas ou até fatores emocionais.

Entre as causas mais frequentes, destaco:

  • Aerofagia (engolir ar em excesso);
  • Doença do refluxo gastroesofágico;
  • Gastrite e infecção pelo Helicobacter pylori;
  • Síndrome de ruminação;
  • Intolerâncias alimentares;
  • Causas psicogênicas, como ansiedade e nervosismo.

Cada uma dessas situações tem características próprias e, por isso, a avaliação individual é fundamental.

Aerofagia é o ato de engolir ar em excesso. Isso pode acontecer quando a pessoa come rápido, fala muito durante as refeições, engole grandes pedaços de comida, masca chiclete, chupa balas, fuma, bebe refrigerantes ou bebidas fermentadas, usa prótese dentária frouxa ou mal ajustada, ou vive períodos de grande ansiedade. Todo esse ar extra precisa sair em algum momento e, muitas vezes, isso se manifesta como arrotos repetidos.

Recomendo uma avaliação especializada quando:

  • Os arrotos persistem mesmo após corrigir hábitos alimentares e de vida;
  • idade mais avançada associada ao sintoma;
  • Surgem sinais de alarme, como emagrecimento, anemia, dor, sangramento ou outros sintomas digestivos;
  • A frequência chega perto de 20 episódios por minuto;
  • O quadro aparece em vários dias da semana e já incomoda de forma importante.

Nesses casos, pode ser necessário investigar com exames específicos.

Dependendo da avaliação clínica, posso recomendar:

  • Endoscopia digestiva alta;
  • Pesquisa de Helicobacter pylori;
  • pHmetria de 24 horas;
  • Impedâncio-pHmetria de 24 horas;
  • Teste de esvaziamento gástrico, entre outros.

A escolha dos exames é sempre personalizada, de acordo com a história do paciente, a intensidade dos sintomas e a presença de sinais de alerta.