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Protocolo de Tratamento para SIBO

Postado em: 09/09/2025

Se você sente inchaço abdominal excessivo, arrotos, diarreia alternada com constipação, dor abdominal crônica ou uma série de intolerâncias alimentares, pode estar lidando com a síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) — uma condição que afeta cada vez mais pessoas e, muitas vezes, é negligenciada em diagnósticos convencionais.

Sou a Profa. Dra. Luciana C. Lobato, gastroenterologista com foco em neurogastroenterologia e distúrbios motores do aparelho digestivo. Neste artigo, explico de forma objetiva o protocolo de tratamento para SIBO, baseado em evidências e ajustado para casos complexos e refratários!

O que é SIBO?

Tratamento para SIBO

A “SIBO“ é a sigla para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, ou supercrescimento bacteriano do intestino delgado

Nessa condição, há um número anormal de bactérias na parte do intestino onde não deveriam se multiplicar em grande quantidade.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Distensão e estufamento abdominal;
  • Flatulência constante;
  • Diarreia, constipação ou alternância entre ambos;
  • Desconforto após refeições, mesmo pequenas;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Deficiências nutricionais (como vitamina B12 e ferro);
  • Intolerância alimentar múltipla, especialmente a carboidratos fermentáveis (FODMAPs).

Em pacientes com distúrbios de motilidade digestiva, como gastroparesia ou trânsito intestinal lento, o risco de desenvolver SIBO é ainda maior.

Etapas do protocolo de tratamento para SIBO

Cada paciente é único. Por isso, sigo um protocolo de tratamento para SIBO estruturado, com ajustes personalizados conforme os sintomas, exames e resposta ao tratamento. 

Confira o que considero nesses casos!

1. Diagnóstico preciso com teste respiratório

O teste respiratório com lactulose ou glicose é o padrão ouro não invasivo para diagnosticar SIBO. 

Ele mede os gases (hidrogênio e metano) exalados após a ingestão de um substrato. 

Resultados alterados indicam proliferação bacteriana anormal.

Na minha clínica, realizo esse teste com protocolo otimizado e preparo alimentar adequado, o que aumenta a sensibilidade diagnóstica em casos atípicos.

2. Redução da carga bacteriana

Após o diagnóstico, iniciamos a fase antibiótica com foco em erradicar o excesso de bactérias

O uso de antibióticos deve ser personalizado. Muitos pacientes chegam ao consultório após diversos ciclos ineficazes por não terem tido o protocolo correto para o tipo de gás predominante.

3. Ajustes alimentares direcionados

Durante e após o tratamento, oriento uma dieta temporariamente restrita em FODMAPs ou uma dieta específica para SIBO, com reintrodução gradual dos alimentos. Essa etapa visa:

  • Reduzir a fermentação;
  • Minimizar os sintomas;
  • Evitar nova proliferação bacteriana.

Além disso, em pacientes com histórico de consumo excessivo de refrigerante, consumo elevado de ultraprocessados e zero ingestão de fibras naturais, é necessário reeducar o padrão alimentar progressivamente — sempre respeitando a tolerância individual.

4. Tratamento da causa base: foco em motilidade

A SIBO é consequência, não causa primária. Por isso, o tratamento só é eficaz quando buscamos corrigir o distúrbio de base

Se o intestino está lento ou o estômago esvazia de forma ineficaz, o risco de recidiva é alto.

Nessa fase, investigo alterações de motilidade com exames como eletrogastrograma, manometria e outros testes funcionais. 

Quando necessário, utilizo procinéticos personalizados, que melhoram o movimento natural do trato digestivo e previnem a estagnação.

5. Reforço do sistema digestivo

A fase final do tratamento inclui:

  • Reposição de nutrientes perdidos (B12, ferro, vitaminas lipossolúveis);
  • Probióticos específicos, apenas após a erradicação bacteriana;
  • Educação alimentar e plano de manutenção.

Também acompanho sinais de sobrecarga sistêmica, como fadiga, dores musculares, dores de cabeça e distúrbios do humor, comuns em pacientes com SIBO crônica associada à neurogastroenterologia.

Atendimento especializado em SIBO e motilidade

Minha clínica no Itaim Bibi (SP) é um dos poucos centros no Brasil com foco exclusivo em distúrbios funcionais e motores do trato digestivo. Ofereço:

  • Atendimento individualizado e investigativo;
  • Exames especializados e protocolos avançados;
  • Experiência com pacientes com SIBO refratária e múltiplas intolerâncias.

SIBO não é apenas “gases e estufamento”. É uma condição complexa, que exige olhar clínico apurado, exames específicos e uma abordagem integrada — principalmente quando associada a motilidade digestiva alterada e sintomas sistêmicos.

Agende sua consulta agora mesmo clicando no botão do WhatsApp e vamos personalizar o protocolo de tratamento para SIBO de acordo com suas necessidades, trazendo mais qualidade de vida e bem-estar para o seu dia a dia!

Profa. Dra. Luciana Lobato

CRM: 59763/SP

RQE: 122928 – Gastroenterologia

Profa. Dra. Luciana Lobato
CRM: 59763/SP
RQE: 122928 – Gastroenterologia


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