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Fatores de Risco para Desenvolver SIBO

Postado em: 12/08/2025

Você sente desconforto abdominal constante, distensão, excesso de gases, alterações no hábito intestinal e, mesmo cuidando da alimentação, seu intestino não parece funcionar normalmente? Esses sintomas podem ter relação com uma condição chamada SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado), cada vez mais diagnosticada em consultórios de gastroenterologia, especialmente em pacientes com distúrbios de motilidade digestiva.

Fatores de risco para desenvolver SIBO

Neste artigo, quero te explicar quais são os principais fatores de risco para desenvolver SIBO e por que uma investigação médica detalhada faz toda a diferença para tratar o problema de forma eficaz e devolver sua qualidade de vida!

O que é SIBO?

SIBO“ é a sigla para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, ou supercrescimento bacteriano do intestino delgado. 

Trata-se de uma condição em que há um crescimento anormal e excessivo de bactérias nesse segmento do trato gastrointestinal, que naturalmente deveria ter um número muito limitado desses micro-organismos.

Quando isso acontece, as bactérias começam a fermentar precocemente os alimentos, principalmente carboidratos, produzindo gases em excesso e causando sintomas como:

  • Distensão e inchaço abdominal;
  • Flatulência excessiva;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia ou constipação;
  • Sensação de má digestão;
  • Náuseas;
  • Fadiga crônica e dores musculares.

Muitos pacientes com SIBO também relatam intolerância a certos alimentos, dificuldade de absorver nutrientes e até sintomas extraintestinais, como dor de cabeça, dores no corpo e falta de energia.

Fatores de risco para o desenvolvimento de SIBO

Embora qualquer pessoa possa desenvolver SIBO, existem condições que aumentam muito o risco desse desequilíbrio acontecer, especialmente em quem já possui histórico de problemas digestivos ou alterações de motilidade. Veja os principais!

1. Distúrbios de motilidade digestiva

Pacientes que sofrem com distúrbios motores do aparelho digestivo, como gastroparesia (esvaziamento lento do estômago) ou disfunções do intestino delgado, têm mais risco de desenvolver SIBO. 

Quando a motilidade está comprometida, o trânsito intestinal fica mais lento e favorece o acúmulo e multiplicação anormal de bactérias.

2. Uso frequente de medicamentos

Medicamentos que afetam a motilidade e o ambiente intestinal também aumentam o risco de SIBO, como:

  • Inibidores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol);
  • Antibióticos de uso recorrente;
  • Opiáceos;
  • Antidepressivos tricíclicos.

Essas medicações, em maior ou menor grau, alteram o equilíbrio do microbioma intestinal e favorecem o supercrescimento bacteriano.

3. Cirurgias abdominais prévias

Pacientes que já passaram por cirurgias como bypass gástrico, ressecções intestinais, colecistectomia ou cirurgias complexas abdominais têm maior predisposição, pois essas intervenções podem alterar o trânsito e o ambiente do intestino delgado.

4. Doenças sistêmicas associadas

Algumas doenças clínicas favorecem o surgimento do SIBO, como:

  • Diabetes Mellitus (especialmente quando há neuropatia autonômica);
  • Esclerodermia;
  • Doença de Crohn;
  • Síndrome do intestino irritável associada a distúrbios de motilidade.

Essas condições interferem diretamente na movimentação adequada do trato gastrointestinal e favorecem o desequilíbrio da flora bacteriana.

5. Dieta rica em ultraprocessados

Pacientes que consomem grande quantidade de alimentos ultraprocessados, refrigerantes em excesso, açúcares refinados e industrializados, criam um ambiente propício para a disbiose intestinal e, consequentemente, para o SIBO.

Por que a investigação especializada faz diferença?

Muitos pacientes chegam ao consultório com diagnóstico tardio de SIBO porque seus sintomas foram confundidos com outras doenças gastrointestinais, como síndrome do intestino irritável, intolerâncias alimentares ou gastrite funcional.

Na minha prática em neurogastroenterologia e distúrbios de motilidade digestiva, realizamos uma investigação detalhada que inclui testes específicos como:

  • Teste respiratório de hidrogênio e metano (para detecção de SIBO);
  • Avaliação completa de motilidade intestinal;
  • Exames para avaliar trânsito e esvaziamento gástrico.

Com essa abordagem, conseguimos identificar a causa real do problema e propor um tratamento individualizado, que pode envolver ajuste alimentar, uso racional e específico de antibióticos não absorvíveis, probióticos adequados e terapias para normalizar a motilidade intestinal.

SIBO não é uma condição simples e exige um olhar atento e especializado. Se você convive com sintomas digestivos crônicos, fadiga, intolerâncias alimentares e já tentou diversos tratamentos sem sucesso, procure uma avaliação especializada!


Cuidar da sua saúde digestiva com quem realmente entende faz toda a diferença para recuperar sua qualidade de vida. Estou à disposição para te escutar e ajudar criar um plano de tratamento personalizado! Entre em contato e agende o seu horário!

Profa. Dra. Luciana Lobato

CRM: 59763/SP

RQE: 122928 – Gastroenterologia

Profa. Dra. Luciana Lobato
CRM: 59763/SP
RQE: 122928 – Gastroenterologia


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