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Por Que o Refluxo Causa Azia? Entenda o Mecanismo

Postado em: 06/08/2025

A azia é, sem dúvida, o sintoma mais conhecido e comum do Refluxo. A sensação de queimação, que começa atrás do esterno e pode subir em direção à garganta, compromete a qualidade de vida de milhares de pessoas. 

Por que o refluxo causa azia Entenda o mecanismo

Mas você já se perguntou por que o refluxo causa azia? Neste artigo, explico de forma clara como esse mecanismo funciona e por que é tão importante buscar um especialista para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado!

O que é refluxo gastroesofágico?

O “Refluxo” acontece quando o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago, um tubo muscular que liga a boca ao estômago. 

O esôfago não foi “feito” para lidar com o ácido gástrico, diferentemente do estômago, que possui barreiras naturais para protegê-lo. Por isso, sempre que o ácido chega ali, ocorre irritação da mucosa esofágica, gerando inflamação e a sensação de queimação conhecida como azia.

O papel da válvula esofágica no refluxo

Entre o esôfago e o estômago existe uma válvula chamada esfíncter esofágico inferior. Ela tem a função de impedir que o alimento e o suco gástrico voltem para o esôfago. 

Quando essa válvula não funciona bem — por flacidez, pressão intra-abdominal aumentada, hérnia de hiato ou alterações na motilidade digestiva — o refluxo acontece com mais frequência e intensidade.

Pacientes que sofrem com distúrbios de motilidade digestiva, como os que eu atendo em consultório, costumam apresentar um funcionamento descoordenado não só no esôfago, mas também no estômago e intestinos. 

Isso favorece episódios recorrentes de refluxo e a cronificação da azia, muitas vezes acompanhada de sintomas como sensação de bolo na garganta, tosse seca, rouquidão e dor no peito.

Por que a azia queima?

O suco gástrico é extremamente ácido, pois sua função é digerir os alimentos e proteger o organismo de micro-organismos prejudiciais. Quando esse ácido entra em contato com a parede do esôfago, que não possui a mesma proteção do estômago, ocorre uma agressão química direta à mucosa. 

O resultado é a inflamação do tecido e a ativação de terminações nervosas que transmitem a sensação de dor e queimação — a famosa azia.

Se o refluxo não for tratado corretamente, essa inflamação pode evoluir para esofagite (inflamação crônica do esôfago), além de causar estreitamento do canal esofágico e aumentar o risco de alterações mais graves ao longo do tempo.

O refluxo é sempre igual em todos os pacientes?

Definitivamente, não. Como especialista em neurogastroenterologia e motilidade digestiva, percebo que existem diferentes causas e padrões de refluxo. Algumas pessoas têm refluxo por hábitos alimentares ruins, outras por hérnia de hiato, e muitas por alterações no funcionamento do esôfago e do estômago.

Pacientes que consomem muitos ultraprocessados, bebidas gaseificadas como refrigerantes ou que possuem intolerâncias alimentares múltiplas tendem a ter um sistema digestivo mais sensibilizado.

Além disso, quadros de distúrbios de motilidade levam a sintomas mais severos, como refluxo associado a evacuações desreguladas, dor de cabeça, fadiga crônica e dor no corpo — sintomas que precisam ser avaliados de forma ampla e cuidadosa.

Como saber a causa da minha azia e refluxo?

Apenas uma avaliação médica especializada pode identificar com precisão o que está por trás dos seus sintomas. 

Na minha prática clínica no Itaim Bibi, em São Paulo, realizo uma investigação aprofundada para entender o seu caso de forma individualizada. Entre os exames que utilizamos estão:

  • Manometria esofágica de alta resolução;
  • pHmetria esofágica prolongada;
  • Impedanciometria esofágica;
  • Testes específicos para motilidade do trato gastrointestinal.

Esses exames ajudam a identificar se o refluxo tem relação com problemas na válvula esofágica, distúrbios motores do esôfago, gastroparesia (esvaziamento lento do estômago) ou outras condições funcionais.

Existe tratamento eficaz para acabar com a azia?

Sim, mas ele deve ser personalizado para você. O tratamento pode incluir:

  • Mudanças alimentares e comportamentais;
  • Uso correto de medicamentos prescritos (bloqueadores de ácido, pró-cinéticos, entre outros);
  • Tratamento da motilidade digestiva com terapias específicas;
  • Indicação cirúrgica, em casos específicos, como hérnia de hiato volumosa.

Cada paciente tem um perfil e, por isso, o acompanhamento deve ser individualizado. Não existe receita pronta.

Se você convive com azia, refluxo, sensação de queimação constante ou sintomas associados a distúrbios de motilidade, procure ajuda especializada.

Sua saúde digestiva merece atenção especializada e personalizada. Não aceite conviver com esse desconforto. Agende sua consulta e venha conversar! 

Profa. Dra. Luciana Lobato

CRM: 59763/SP

RQE: 122928 – Gastroenterologia

Profa. Dra. Luciana Lobato
CRM: 59763/SP
RQE: 122928 – Gastroenterologia


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